Feeds:
Posts
Comentários

Comentando a notícia recente sobre neutrinos mais rápidos que a velocidade da luz com alguns colegas no trabalho, me vi na ingrata posição de ter que explicar alguns conceitos de física quântica, tarefa bem complicada considerando que eu mesmo não compreendo muita coisa do assunto. O problema maior é que muitos desses conceitos são contra-intuitivos; estamos acostumados a lidar com coisas da mesma escala a que pertencemos e tentamos enquadrar nosso raciocínio nesses termos, mas quando a escala é subatômica as regras são diferentes e as analogias que tentamos fazer não só não esclarecem como confundem ainda mais as coisas. Um exemplo famoso (pelo menos entre nerds) é o experimento do gato de Schrödinger. Continuar Lendo »

Nunca fui fã do programa Pânico na TV. Para falar a verdade, nunca assisti um episódio sequer; o tipo de entretenimento a que se propõem não me atrai e prefiro usar meu precioso tempo jogando videogames ou assistindo anime. Por isso, não dei muita bola quando fiquei sabendo que eles “invadiram” o funeral da Amy Winehouse, já que fazem isso o tempo todo e, aparentemente, seu público acha isso muito engraçado. Mas, desta vez, críticas e mais críticas começaram a pipocar, alegando que eles teriam “faltado com respeito” pela falecida. Acho isso curioso, por dois motivos: primeiro, a morte de qualquer celebridade já é um circo de qualquer maneira, explorado até a medula por todos (tanto que até venderam ingresso pro funeral do Michael Jackson) e ninguém acha isso errado; segundo, todos batem palmas quando eles fazem o mesmo em outros eventos, muitas vezes constrangendo diversas pessoas, mas se ofendem se o alvo é alguém que já está morto e, nessa condição, se importa bem menos com a brincadeira do que as vítimas vivas. Continuar Lendo »

Si Vis Pacem

Eu acho curioso como alguns dos conceitos considerados mais “nobres” pelos seres humanos vão totalmente de encontro com a própria natureza da existência. Ideais almejados por todos que, se fossem alcançados, resultariam na total aniquilação de nossa raça, e por isso mesmo são inalcançáveis. Acredito que o mais contraditório desses ideais seja o desejo pela paz.

Continuar Lendo »

Tive a idéia para esse prato quando, caçando o que comer uma noite, procurava pão para fazer um hamburger e acabei achando só massa de lasanha no armário. Na hora, não deu pra fazer, mas hoje resolvi colocar em prática meu plano.

Igual a uma lasanha normal, só que com hamburger

Continuar Lendo »

Nesses tempos de politicamente correto para todo o lado, muito se fala em respeito, mas na verdade a palavra é usada como eufemismo para a tolerância condescendente de hipócritas preconceituosos. Vivemos em um mundo onde as pessoas apenas toleram aquilo que é diferente e o que as desagrada, dizendo que “respeitam as diferenças”, enquanto por dentro as desprezam e, em muitos casos, desejam secretamente que desapareçam para sempre; e quando surge alguém que apenas expressa aquilo que muitos pensam, é alvo de ataques simplesmente por expressar sua opinião, mesmo que essa opinião seja a mesma de seus detratores. Mas o que seria, de fato, respeito? Continuar Lendo »

Eu odeio mudanças.

Existem mudanças graduais, que vão acontecendo pouco a pouco ao longo de muito tempo. Odeio mudanças graduais, porque elas alteram minha vida sem que eu perceba: quando me dou conta – bang – algo está diferente, tem estado diferente por algum tempo e eu nem havia notado. Então começo a lembrar como as coisas eram antes da mudança, e de como eu gostava daquela época.

Existem mudanças abruptas, que chegam repentinamente. Odeio mudanças repentinas, porque elas viram minha vida de cabeça pra baixo, me fazem correr de um lado para o outro resolvendo problemas que vêm com elas, sem tempo nem pra saber o que está acontecendo. Quando finalmente consigo me acostumar com a nova rotina, com o novo ritmo, percebo que as mudanças graduais já estão mudando tudo de novo.

E ainda assim, mudanças são necessárias. Melhor dizendo, mudanças são inexoravelmente inevitáveis. Citando um grande filósofo, “tudo muda o tempo todo no mundo”, e é tolice tentar evitar isso. Então, mesmo odiando mudanças, eu anseio por elas o tempo todo. Tento com todas as minhas forças manter minha rotina, meu status quo inalterado, enquanto paradoxalmente procuro cada oportunidade que me force mesmo que a mínima alteração.

Porque tem uma coisa que eu odeio mais do que mudança: estagnação.

Neste post falei de um dos conceitos criados pelos seres humanos relacionado à nossa natureza de animais sociais: a moralidade. E, talvez tão primitivo e ancestral quando a moral, ou talvez surgido com base nela, a justiça é outro conceito que acompanha a humanidade desde seus primórdios e é uma das bases de nossa sociedade. Continuar Lendo »