Nesses tempos de politicamente correto para todo o lado, muito se fala em respeito, mas na verdade a palavra é usada como eufemismo para a tolerância condescendente de hipócritas preconceituosos. Vivemos em um mundo onde as pessoas apenas toleram aquilo que é diferente e o que as desagrada, dizendo que “respeitam as diferenças”, enquanto por dentro as desprezam e, em muitos casos, desejam secretamente que desapareçam para sempre; e quando surge alguém que apenas expressa aquilo que muitos pensam, é alvo de ataques simplesmente por expressar sua opinião, mesmo que essa opinião seja a mesma de seus detratores. Mas o que seria, de fato, respeito?
Segundo o dicionário Priberam:
Respeito
s. m.1. Sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém.
2. Apreço, consideração, deferência, obediência, submissão, temor, medo.
Considerando essas definições, respeito é mais um conceito que as pessoas acreditam ser universal, mas que na realidade é totalmente subjetivo. Pois, vejamos: se respeito é o que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém, quem define o que é ou não desagradável? Uma pessoa pode considerar uma atitude desagradável, enquanto outra pode considerá-la afável. Um exemplo é o mitológico arroto após a refeição, que seria considerado um cumprimento ao cozinheiro em certas culturas.
A segunda definição do dicionário é ainda mais ampla. Cobre desde sentimentos nobres, como apreço e deferência, a outros não tão bem vistos, como submissão e medo. Não bastasse isso, aquilo que consideramos digno de consideração ou de temor varia muito de pessoa para pessoa: poder, dinheiro, aparência, inteligência, fama, talento e muitas outras características podem ser mais ou menos valorizadas. No final das contas, cada pessoa tem uma visão diferente do que é respeito, de acordo com seus valores e suas preferências.
Mas o problema não é determinar o que seria ou não respeito, e sim a noção que se tem de que respeito é algo intrínseco à existência, algo que devemos “ter” automaticamente, independente do que for. Nem tudo é passível de respeito – nem todos são passíveis de respeito. Uma idéia pode ou não ser respeitada, de acordo com sua proposição e consistência. Uma pessoa pode ou não ser respeitada, de acordo com suas ações e palavras. Um evento pode ou não ser respeitado, dependendo de suas motivações e implicações. As únicas coisas que deveriam ser respeitadas incondicionalmente são nossos direitos fundamentais, mas geralmente esses são os primeiros a irem por terra.
Particularmente, considero poucas pessoas dignas de respeito, provavelmente por ter valores diferentes da maioria das pessoas. Mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, tenho um maior respeito pelos direitos de cada um do que a maioria das pessoas. Mesmo sem o menor respeito por idéias idiotas de alguém idiota, eu nunca pensaria em lhe tirar o direito de proferi-las. O irônico é que os defensores do politicamente correto, que exigem respeito a tudo de todos, são os primeiros a violar o direito que temos de discordar de suas sensibilidades exageradas.
Só que respeito não se exige, deve ser conquistado.

Boa noite Daniel Suguimoto
obrigado por ter cedido seu tempo visitando e comentando no meu blog.
E ai ta na paz? Ta dócil? ou ainda Envocadinho?
Calma..amigo…amigo..amigo!
deixando as provocações de lado, ja respondi ao seu comentario , mas convidando ao Ateu Oiced Mocam para refutar o meu texto Justificando o porque que a imperfeição da criação não justifica a inexistencia de um Deus perfeito, ele o fez uma extenso argumentação baseada nas teorias do Ateu David Hume me desafiando para refuta-lo, oque me levou a escrever um novo post realmente refutando sem apelações emocionais, somente usando lógica racional.
Me sentiria honrado novamente com a sua presença se possivel refutando este novo post, que acredito ser lógico e objetivo: http://religiaodeuslivre.wordpress.com/2011/06/03/david-hume-x-questiona-perfeicao-divina/
grato vanderlei
[...] desta vez, críticas e mais críticas começaram a pipocar, alegando que eles teriam “faltado com respeito” pela falecida. Acho isso curioso, por dois motivos: primeiro, a morte de qualquer celebridade [...]